domingo, 2 de janeiro de 2011

Paternificação

A palavra do título não existe, mas resolvi criá-la para representar o momento no qual me encontro. Essa transição entre homem-casado para homem-casado-pai.

Me toquei que estava passando por essa transformação quando comecei a reparar nas pequenas coisas entre pais e crianças que encontro por ai. Hoje no supermercado, por exemplo, vi uma criança se esguelando enquanto o pai conversava com um amigo, que estava nitidamente incomodado com o barulho. O pai por outro lado demonstrava não estar ouvindo aquele ruido emitido pelo anjinho. Acho que muitos pais, depois de um tempo desenvolvem uma membrana seletiva no canal auditivo que lacra o som indesejado, no caso, o de seu querido filhinho.

Será que passarei por essa mutação? Só o futuro dirá.

Uma coisa é certa, não serei um pai-bundão. Sabe aqueles pais que os filhos maltratam, xingam, batem e só sabem dizer "não faça isso com o papai, meu queridinho"? Então! Esse mesmo! Se quiser que minha filha seja uma pessoa de respeito, vai ter que aprender a respeitar desde pequena e começando pelo pai e pela mãe.

Se numa batida policial em minha residência o oficial me perguntar, eu responderei: sim, eu dei um tapinha na bunda da minha filha. Pode me prender! E darei outro se ela continuar se comportando incorretamente. Mas que fique registrado que será somente uma palmadinha. Mais pra frente ela vai agradecer.

LF

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